Desde os primeiros casos de infecções causadas pelo corona-vírus já se passou mais de um ano. Antes que fosse alarmada a pandemia que marcou o ano de 2020 o vírus se espalhava rapidamente até que passou a infectar os brasileiros que vivenciaram uma realidade diferente, incerta, cheia de suposições especulações acerca das medidas a se tomar. O medo e a desorientação desencadearam autoridades a tomarem medidas ainda que tardias em efeito dominó replicando o exemplo de outros países sem levar em consideração um controle epidemiológico seletivo, levando toda uma população a mudar seus hábitos, suas rotinas. A quarentena generalizada e o distanciamento social podem ter causado tantos danos psíquicos sociais quanto falta de ar às pessoas doentes de COVID-19. Enquanto aguardamos a vinda da milagrosa vacina, avançamos 2021 ainda sem certezas exceto a de que o auxílio acabou.

Entretanto 2020 ficou para traz, passamos a virada do ano acreditando na esperança de voltar a abraçar e juntar as pessoas sem receio. Que venha a vacina, que o vírus morra! De repente, identificam uma variação mais agressiva do vírus que sofreu mutação na Europa e chegou por aqui mais forte. O que podemos aprender com isso é que podemos ficar mais fortes também. Muitas pessoas aproveitaram a situação pandêmica para buscar evolução interior, autoconhecimento e é fato, também, que em períodos difíceis o ser humano alcança novos patamares de desenvolvimento e tecnologia, ou seja, como diz o ditado: mar calmo não faz bom marinheiro.  Com mais de 300 medicamentos e 200 vacinas em fase experimental pré-clínica ou clínica, a busca continua.

Dentre inúmeras substâncias sendo avaliadas para tratamento de sintomas ou redirecionamento terapêutico para os efeitos da pandemia causada pelo corona-vírus a maconha teve resultados comprovados em estudos científicos e em conhecimento empírico passou a ter um papel social, se tornando uma alternativa para os danos causados pelo distanciamento social e confinamento doméstico, onde muitas pessoas buscaram nos efeitos relaxantes da maconha um alívio.

A maconha já é receitada no tratamento de doenças neurológicas, sendo a ansiedade e a depressão algumas delas. O Brasil é o país com o maior número de casos de ansiedade no mundo e ocupa o quinto lugar no ranking da depressão. Em estudo, a Universidade do Estado Rio de Janeiro (UERJ) evidenciou que o isolamento social dobrou o número de casos de depressão, enquanto os quadros de ansiedade e estresse aumentaram em 80% no país, consequentemente, a procura por atendimento psicológico através das plataformas digitais também disparou.

Quando falamos que maconha é um santo remédio é pelo seu potencial terapêutico de suas substâncias, que, estudadas se mostram eficazes tanto no tratamento de patologias neurológicas quanto na melhora física dos sintomas causados pelo corona-vírus como as ARDS (síndrome respiratória aguda) e SDRA (Síndrome de angústia respiratória do adulto).

Um dos grandes males causados pela infecção do novo corona-vírus é a inflamação aguda que atinge o trato respiratório. Essa infecção está associada a uma tempestade de citocinas, que causam sintomas como febre, tosse, dor muscular e, nos casos mais extremos, pneumonia grave com obstrução dos pulmões e dificuldade respiratória. Diante disso, as pesquisas têm focado em tratamentos que diminuam a inflamação, controlando a produção e a liberação das moléculas pró-inflamatórias.

Pesquisadores da Universidade da Carolina do Sul apontam positivamente o valor terapêutico da maconha contra COVID-19 e estudos anteriores de Israel, já haviam relatado uma combinação de terpenos de cannabis e CBD ser eficaz na redução da inflamação relacionada ao corona-vírus.

Ainda, Pesquisadores da Augusta University, na Geórgia (EUA), também publicaram evidências e sugerem que o CBD auxilia no tratamento de severas inflamações pulmonares reduzindo a produção de citocinas pró-inflamatórias. Ao reduzir citocinas específicas, é possível diminuir a inflamação e, assim, acabar com o desconforto e os danos respiratórios. As pesquisas demonstraram sucesso em roedores e avançam nas observações em humanos, para que o uso do CBD possa ser empregado como um tratamento no combate a doenças que comprometam o sistema respiratório.

Cientistas da Universidade de Nebraska e do Instituto de Pesquisa Texas Biomedical estão recomendando mais pesquisas sobre como o CBD (ou canabidiol, uma das substâncias químicas derivada da cannabis) pode ajudar a tratar a perigosa inflamação pulmonar causada pelo novo corona-vírus.

Em um artigo revisado na revista científica “Brain, Behavior, and Immunity” os autores detalharam evidências de como os poderes anti-inflamatórios da cannabis podem ajudar, uma vez que ao analisar os efeitos colaterais de medicamentos que reduzem a atividade da citocina IL-6 como o Tocilizumab, que apesar de limpar os pulmões dos pacientes resultando em recuperação pulmonar para 90% das vítimas tratadas, também produziu inflamação do pâncreas e hipertrigliceridemia (um fator de risco para doença arterial coronariana). Isso levou os pesquisadores a continuar a busca por estratégias anti-inflamatórias de preferência aquelas que não são tão severas com esses pacientes que já estão gravemente enfermos.

Os autores explicam que vários canabinóides na planta de maconha têm essas propriedades anti-inflamatórias. Em particular, eles apontam o CBD como o candidato mais provável para o tratamento de inflamação relacionada à COVID-19. Já aprovado pelo FDA, a agência federal de saúde dos Estados Unidos, como seguro para crianças com epilepsia intratável o CBD pode ser uma das alternativas mais seguras em relação a outras opções anti-inflamatórias.

Embora a maconha não deva ser considerada uma cura ou tratamento de COVID-19 por si só, tem potencial para ajudar a reduzir a inflamação, e ainda diminuir a ansiedade nas pessoas que sofrem da doença e das consequências sociais geradas por ela. A experimentação direta é necessária para nos trazer respostas reais, bem como a regulamentação e legalização no Brasil.

Enquanto isso, para 2021…
Plante Amor & Acalme-se.

Fontes de informação:

http://ilhadoconhecimento.com.br/cannabis-sativa-qual-o-seu-papel-na-pandemia-de-covid-19/

https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/07/16/estudo-em-ratos-indica-que-canabidiol-ajuda-no-tratamento-do-coronavirus.htm

https://portugues.medscape.com/verartigo/6505617

https://sechat.com.br/cannabis-e-eficaz-no-tratamento-dos-sintomas-da-covid-19/

https://forbes.com.br/colunas/2020/07/estudo-indica-que-cannabis-pode-reduzir-inflamacao-do-pulmao-pelo-covid-19/

https://www.liebertpub.com/doi/full/10.1089/can.2020.0043



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